terça-feira, 29 de maio de 2012

25/05/2012

Levantei de janela aberta, lavei bem os olhos pra enxergar e vesti qualquer coisa. Não pus os óculos escuros, queria ver tudo como era, também não coloquei o fone de ouvido, a fim de escutar meus próprios pensamentos. No meu peito, uma aflição, que molemente comprimia meu esterno. O tempo onde eu vivia estava pacífico, dando uma sensação de plenitude, falsa sensação, falsa plenitude.
Eu era o espectador de mim, lutando comigo mesmo pra andar sem me assistir.
Voltei pra casa pior do que saíra, o corpo talvez mais leve, mas a cabeça pesava uma tonelada, as costelas também. Estavam cheias, como eu. Era o sexagésimo sexto dia que eu tentava a mesma coisa, hoje é dia seis e eu ainda não consegui colocar meus demônios pra fora.

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